terça-feira, 15 de novembro de 2016

6° Semana - A questão do trabalho na sociedade atual


Por trabalho, compreende-se qualquer atividade humana, voltada a uma finalidade específica, visando à satisfação de necessidades. O principal aspecto do trabalho, porém, não diz respeito aos objetos e bens através dele alcançáveis, mas sim à formação do próprio homem e ao seu autoconhecimento por meio do trabalho. Atualmente o trabalho tem exercido grande influência sobre as pessoas, milhões de trabalhadores vão ao serviço todos os dias, milhares de empregos diferentes, grandes oportunidades para crescer na vida e apesar de várias coisas boas trazidos por ele, há também várias consequências.
O trabalho importa ao homem tanto para a sua sobrevivência, quanto para a sua realização pessoal. Dentre esses dois aspectos, é o último que mais interessa à escolha profissional e ao planejamento de carreira, vez que, ao profissional que vê o sentido de sua atividade e realiza-se nela, não faltará os meios necessários para seu sustento. Algumas pessoas não têm boas condições de trabalho, trabalham mais de oito horas por dia, em ambientes precários, sem higiene e ainda sim ganham pouco, menos de um salário mínimo. Grande parte das pessoas trabalha muito, saem às seis horas da manhã de casa para regressar ao lar somente às seis horas da tarde, devido ao trânsito e a necessidade de ganhar dinheiro para sobreviver.
Após a Revolução Industrial, o trabalho humano passou a ser compreendido sob uma ótica materialista, referindo-se às atividades realizadas de modo cada vez mais rotineiro e irreflexivo. Nesse contexto, perde-se o sentido de auto-realização através do trabalho, o qual passa a ser definido como uma mercadoria, isto é, como uma simples quantidade de esforço humano a ser vendida pelo melhor preço obtido.
Nada é perfeito, porém tudo é passível de mudanças o tempo todo. Há de se pensar em como dirigir as transformações de maneira mais construtiva para que o caos possa originar inovações criativas com sua própria força e refletir sempre na organização e reorganização do trabalho, seu uso, custos e benefícios.

5° Semana - Suicídio, o grande tabu!

Numa discussão em aula, chegamos no assunto sobre o suicídio. O tema foi abordado, inicialmente, através do comentário sobre uma notícia, que pode ser acessada no link abaixo para quem tiver interesse:


No Brasil pouco se fala sobre o assunto, mas o índice de suicídio perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito entre as mortes por fatores externos. A pergunta que fica é por que não se fala sobre isso? Por que evitamos falar em suicídio?
Mesmo escutando argumentos de que é uma forma de minimizar a dor da família, de não expor a vítima e de não influenciar outras pessoas a cometerem o ato, ainda não vejo sentido no silêncio da mídia perante ao suicídio. É engraçado como casos de violência extrema são noticiados todos os dias com um sensacionalismo e espetacularismo quase natural e pertinente. Homicídios, latrocínios, estupros seguidos de morte e tantos outros casos horripilantes são frequentemente acompanhados por imagens tão impactantes e desnecessárias que acabam nos causando um mal-estar e um desconforto indescritíveis.
Pesquisando sobre assunto, acabei descobrindo que existe um mês simbólico para a divulgação e o combate ao suicídio,  assim como o mês de outubro, que,  aborda o combate ao câncer de mama e virou Outubro Rosa. O movimento do Setembro Amarelo é mundial e ocorre no Brasil desde 2014. Ele tem duração de 30 dias e foi escolhido para acontecer no nono mês do ano, pois o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.O Setembro Amarelo é importante, pois o suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, mesmo levando mais de 800 mil vidas por ano. As pessoas não falam sobre isso, mas não impede que seja uma prática comum.
Precisamos falar mais sobre o suicídio e o Setembro Amarelo é um modo de ajudar a dar voz a esse assunto. De acordo com o site do movimento, a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

4° Semana - Basta! Não dá para tolerar o intolerável!

Inciamos a semana com um seminário referente ao livro "A Banalização da Injustiça Social", e avinhem qual foi o primeiro grupo sorteado para fazer a discussão?? Exatamente, foi o meu :D. Os únicos sorteios que dou sorte são esses da faculdade mesmo, sempre sendo uma das primeiras hehehehehe!!! Bom brincadeiras a parte vamos ao que interessa, meu grupo foi responsável pelos dois primeiros capítulos do livro, sendo o primeiro o assunto que vou abordar aqui. O título do capitulo é "Como Tolerar o Intolerável"?? muito pertinente esse tema para a realidade em que estamos inseridos.

No dicionário "intolerável " significa : que não se pode tolerar, suportar, dor intolerável, importuno, insuportável, vizinhança intolerável. Certamente alguém já passou por essas emoções, não??? Eu posso dizer que vivo passando, como sou ariana ♈ , tenho valores bem determinantes desse signo como ESPONTANEIDADE, SINCERIDADE E IMPULSIVIDADE. Aí é tenso! Porque basta perceber valores inversos a ao bom senso e a justiça, que fico logo "indignada".
Tem um artigo que cita que quando toleramos a selvageria que vivemos diante de tantas injustiças sociais estamos sendo egoístas,indiferentes e coniventes ao sofrimento alheio (é algo a refletir).
" Tolerar o sofrimento dos outros , tolerar a injustiça de que somos vítimas , tolerar o horror que nos poupa não é mais tolerância : é egoísmo, é indiferença, ou pior . Tolerar Hitler era ser seu cúmplice , pelo menos por omissão, por abandono..." (Comte Sponville).
Bom fica aqui minha reflexão sobre o assunto de uma maneira geral, acredito que todos deveriam refletir sobre o assunto. Finalizo com uma pergunta:

Até quando vamos tolerar o intolerável?


3° Semana - Quanto vale ou é por quilo?



"O que vale é ter liberdade para consumir, essa é a verdadeira funcionalidade da democracia".
Dita pelo ator Lázaro Ramos – em "Quanto vale ou é por quilo?", filme postado acima, de Sérgio Bianchi – a frase traz uma entre as muitas questões apresentadas que são fundamentais para aqueles que desejam refletir mais seriamente sobre desigualdade, direitos e capitalismo na atualidade. Esse foi o filme visto em sala de aula, que nos remeteu a subjetividade, estudada na semana anterior, relacionada ao conteúdo visto no capitulo 05 do livro "Clínicas do Trabalho".

O filme Quanto vale ou é por quilo? mostra-nos o quanto nossa sociedade é marcada pela ideologia escravista. Mesmo já tendo se passado mais de cem anos desse regime ainda nos vemos com ideais que eram existentes no século XIX. A construção de nossa subjetividade passa por esses ideais que são mostrados na mídia, nas empresas e inclusive nas famílias. A camada endinheirada da sociedade não queria perder seus privilégios e para isso, assim que a lei da abolição foi assinada, os brancos reforçaram qualquer tipo de comportamento que pudesse os distanciar dos negros libertos. Os escravos receberam a liberdade, porém não receberam dignidade (respeito) e oportunidades – o mínimo para se viver bem. Receberam essa herança dessa época e ainda hoje se dizem livres, porém não são respeitados e ainda não tem acesso a todas as oportunidades que a camada social possuidora de bens tem. O filme trás uma discussão riquíssima, pois esse tema está presente em nosso dia-a-dia porque faz parte da construção da nossa subjetividade. Mesmo passando por estas dificuldades de acesso aos bens o que se faz quando consegue acessá-los? Será que se busca levá-los a outros que partilham da sua mesma condição inicial? E será que tudo é válido para ter acesso a esses bens de consumo? Foi válido o rapaz do filme se tornar matador de aluguel? Até onde se pode ir para conseguir estas coisas? Não podemos fazer dos outros objetos para conseguir alcançar algum patamar. Precisamos refletir eticamente sobre todas estas questões.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

2° Semana - Subjetividade

Subjetividade é algo que varia de acordo com o julgamento de cada pessoa, é um tema que cada um pode interpretar de sua maneira. Este assunto se diz respeito ao sentimento de cada individuo, sua opinião, sobre determinado assunto. Subjetividade é algo que muda de acordo com cada pessoa, por exemplo, gosto musical, cada um possui o seu, portanto é algo subjetivo. O tema varia de acordo com os sentimentos e hábitos de cada um, é uma reação e opinião individual, não é passivo de discussão, uma vez que cada um dá valor para uma coisa especifica. A subjetividade é formada através das crenças e valores da pessoa, com suas experiencias e histórias de vida. O tema da subjetividade é bastante debatido e estudado em psicologia, como se forma, de onde vêm, e etc.
Assim, o homem não pode ser considerado apenas um animal racional, sendo este uma unidade complexa de necessidades, desejos, sentimentos, angústias, temores (imaginários ou não), racionalidades e paixões, sendo mais do que um organismo com funções biológicas e psicológicas, possuindo a capacidade de interagir com o meio transformando-o e tornando-se parte do mesmo. Da mesma forma, não podemos reduzir a subjetividade a uma dimensão meramente cognitiva, a uma consciência, desconsiderando todas as demais facetas da complexa interioridade de cada um.
Para o entendimento da subjetividade, não é possível apenas a utilização da psicologia, são necessárias também as categorias da filosofia, sociologia, antropologia e história. Porém, de modo global, estudar subjetividade é procurar no indivíduo as marcas da sociedade, essa mediação social, onde o significado das influências socioculturais é internalizado pelo sujeito. Assim, pode-se entender que essas influências representam um papel construtivo do desenvolvimento humano.




1° Semana - Vai ter livro pra ler siiim!

Na nossa primeira semana de aula foi apresentada a disciplina e os conteúdos que serão visto ao longo da cadeira. Foi distribuído o coronograma com as atividades previstas para cada dia de aula, o que é ótimo, pois ajudas nós, alunos, a nos organizar melhor. 
Teve uma situação que me deixou muito contente, logo de inicio... Ao explicar os conteúdos, as formas de avaliações e as leituras propostas a professora deixou que os alunos optassem e escolhessem a leitura que preferissem realizar durante o semestre. Estou no oitavo semestre do curso e acreditem, isso não é nada comum, achei muito notável essa atitude da professora!!
Todas leituras do semestre serão baseadas nos livros "Clínicas do Trabalho" e "A Banalização da Injustiça Social", sendo esse ultimo escolhido pela turma. Ficou combinado que leriamos todo "A Banalização da Injustiça Social", e que realizaríamos seminários, em grupos, para discutir os capítulos do livro. Achei o título desse livro muito conveniente com a nossa realidade e fique super curiosa em saber o conteúdo que ele nos traria. Ao sair da aula já fui para internet dar uma pesquisada sobre o tal livro e  ver os preços, acabei por comprar o meu.... Como nunca tem ninguém em casa, solicitei que entregassem no trabalho da minha mãe, e não é que chegou direitinho, veio até um bilhetinho de incentivo junto:


E assim foi nossa primeira semana de aula ;)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Tópicos Especias sobre a cadeira da faculdade!

Esse blog tem como objetivo registrar minha trajetória na cadeira de TÓPICOS ESPECIAS EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS, que é uma cadeira eletiva, normalmente sugerida pelo curso, que no meu caso é o curso de Administração. Pretendo postar aqui experiencias e reflexões sobre o conteúdo visto nessa disciplina, com alguns conceitos estudados e reportagens que retratem esses conceitos no nosso cotidiano. Desejo expor os assuntos sempre de forma criativa, não apenas escrevendo sobre os conceitos aprendidos em aula, mas sim explorando-os e colocando minhas impressões e sentimentos referente aos assuntos. Bom acho que era isso, e que comecem os jogos heheehehehehe. Um ótimo semestre a todos!!